Ocorre cada vez com mais frequência em Espanha um dos mais destrutivos métodos de pesca de sardinha: a pesca com Dinamite.
O explosivo é atirado da embarcação de pesca e explode, trazendo à superfície, os cardumes confusos de sardinhas. O peixe está desorientado e concentra-se numa área reduzida onde é fácil recolhê-lo com as redes.
Mas segundo Pablo Carrera do Museo del Mare de Vigo:
“A velocidade de difusão do som é de 1500 metros por segundo. Destrói o ouvido interno da sardinha, onde reside o sentido de equilíbrio e a sua bexiga natatória, que lhe permite controlar a profundidade. Se não fôr capturada acabará por morrer sozinha em poucos dias.”
A onda destrutiva arrasa também o fitoplacton e o zooplancton, base da alimentação de diversas espécies marinhas.
Tendo em conta a amplitude e gravidade da ameaça a polícia espanhola começou a usar cães para cheirar a carga dos navios de pesca, tendo estes respondido com a colocação da dinamite em contentores estanques presos a bóias que localizam por GPS.
A esta história triste, motivada pela infinita ganância do Homem, falta ainda somar um detalhe… Segundo a reportagem do El Mundo:
“Todos os explosivos encontrados em bóias são de fabricação portuguesa. A nossa suspeita é que vem daí. Um das vias de penetração podem ser os barcos que operam na campanha da sardinha no norte de Portugal.”
in El Mundo, 2006
Histórias de sardinhas, histoires de sardines, sardines (?) stories, estorias de sardinas (?)
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Sardinha Ibérica
No sábado passado, na loja do Jumbo de Cascais, a diferença entre o preço da sardinha de origem espanhola e a portuguesa causava grande agitação entre os clientes. Toda a gente perguntava porque é que a primeira custava 2,90 euros e a portuguesa 7,90. Sem resposta para as diversas questões da clientela, a simpática funcionária da bancada do peixe disse "Talvez seja porque uma dança sevilhanas e a outra canta o fado."
in Diário de Noticias
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Portimão e a pesca da sardinha
(…) Portimão continua a ser, ainda hoje, o terceiro porto sardinheiro do país, atrás de Leixões e Peniche. Mas a actividade está em crise. Não só por causa das políticas restritivas da União Europeia, que têm apoiado mais o abate de embarcações do que a sua modernização, mas também devido ao próprio estado do recurso e à procura que ele tem ou deixa de ter. Carlos Vital revelou que a uma subida quase contínua na tonelagem de sardinha capturada entre 92 e 97, tem-se seguido, nos últimos anos, uma queda acentuada, e "este ano as coisas têm andado particularmente mal". Telmo Gil, em representação da Barlapescas, empresa que controla cerca de 70% da sardinha vendida na lota de Portimão, o que a leva a deter à volta de 20% da cota nacional (e 16% da cota das vendas à indústria conserveira), concorda. "Falta peixe e falta mercado", diz, "por causa da situação das conserveiras". E acrescenta que o pior está ainda por vir. "A Associação Nacional da Indústria Conserveira prevê cortes nas compras já no próximo ano. E nos últimos dois anos, os cortes nas compras ascenderam a cerca de 20 mil toneladas". Quanto ao peixe, o problema não é a ausência, mas sim a qualidade. "Há sardinha", diz Gil, "mas há muita sardinha pequena que não tem valor comercial". É provavelmente uma consequência de um fenómeno que tem vindo a ser estudado pelos cientistas ligados à pesca, relacionado com as medidas de protecção dos recursos que estabeleceram uma determinada malha mínima da rede a fim de não capturar animais demasiado jovens, e deixar que os peixes se reproduzam, mantendo assim o stock. Acontece que aparentemente estas medidas têm tido em várias espécies o efeito perverso de favorecer a sobrevivência dos animais de menores dimensões em detrimento dos maiores, que são pescados em maior quantidade, diminuindo assim a dimensão média dos peixes. Numa analogia canina, é como se durante gerações se fossem matando todos os cães que atingissem um certo tamanho: ao fim de algum tempo só restariam caniches.(…)
in Região Sul
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